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Michael e Shirley Temple

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Michael e Shirley Temple

Mensagem por MJElaine em Seg 17 Fev 2014, 21:47

Morreu no último dia 10 de fevereiro de 2014, aos 85 anos, a atriz Shirley Temple, uma das maiores estrelas mirins da história de Hollywood. Segundo comunicado divulgado pela família, ela estava em casa, em Woodside, na Califórnia, e morreu de causas naturais.

Shirley Temple no filme 'Pobre Menina Rica' em 1936, e em uma premiação em 2006


Michael amava Shirley Temple, pela semelhança de vida e pela pessoa forte que ela era. Ele mantinha esta foto dela na cabeceira da sua cama.



Michael tinha uma coleção de fotos de Shirley Temple em Neverland.
A foto abaixo foi levada ao quarto do Hospital Beth Isreal Medical Center Norte, onde Michael permaneceu internado, em dezembro de 1995, quando ele passou mal durante o ensaio da apresentação que faria na TV HBO.



Em 30/08/2001, um dia após o aniversário de Michael, a Bolsa de Valores - NASDAQ de NYork homenageou-o, dando-lhe um quadro de Shirley Temple.





MICHAEL FALA SOBRE SHIRLEY TEMPLE

“Quando eu recentemente me encontrei com Shirlei Temple Black, a grande estrela da década de 1930 e 40, não dissemos nada um ao outro. Em primeiro lugar, nós simplesmente choramos juntos, pois ela poderia compartilhar comigo uma dor que os outros apenas meus amigos próximos Elizabeth Taylor e MacCauley Culkin conhecem.”
(Discurso de Oxford, 2001)


“Eu conheci Shirley Temple em San Francisco. Me sentei na sua mesa e chorei muito. Ela disse: o que aconteceu Michael? Eu lhe disse: Eu adoro você. Preciso passar mais tempo com você.
Ela seguiu dizendo: é um de nós, não é? e eu disse: sim eu sou. alguém mais disse: O que quer dizer? e ela respondeu: Michael sabe do que estou falando.
E sabia exatamente o que queria dizer - estar ali com uma estrela infantil e fazer com êxito a transição da fama como adultos é muito difícil. Quando se é uma criança famosa, as pessoas querem que você nunca cresça.”
(Entrevista à Gold Magazine, 2002)


Trechos do Livro do Rabino:

SB: ... Há uma parte de nós que precisa de outras formas de interação.

MJ: Que tipo de interação?

SB: Alguém em que você possa buscar alívio emocionalmente ...

MJ: Mmmmm. Amigos e certamente pessoas em que se possa confiar. Elizabeth [Taylor], ou quem quer que seja... Mac [Macaulay Culkin], Shirley Temple [Black], pessoas que estiveram lá.

SB: Então são sempre pessoas que passaram pelo o que você passou, todas essas estrelas mirins?

MJ: Eles [pessoas que foram estrelas mirins] dizem, "Sim, eu sei o que você quer dizer," mas não sabem. Só estão tentando concordar com você.

SB: Você sempre discute com amigos que foram estrelas mirins coisas individuais que aconteceram com eles? Ou você nem precisa dizer: "Você meio que entende?"

MJ: Sabe, é como telepatia. Eu gostaria que você pudesse ter visto Shirley Temple e eu.

SB: Você ainda tem contato com ela?

MJ: Vou ligar para ela. Eu tenho que ligar para ela de novo. Eu sempre a agradeço e ela continua me perguntando por que e eu respondo " Por causa de tudo o que você fez por mim!"

SB: Acha que irá dedicar uma canção para ela?

MJ: Eu adoraria.

MICHAEL E SHIRLEY TEMPLE BLACK: ESPÍRITOS AFINS

SB: Estávamos falando de Shirley Temple Black. Ela te disse que em você ela achou um espírito de afinidade, pois você foi uma estrela mirim e ela foi uma estrela mirim?

MJ: Absolutamente.

SB: Então você arranjou para ir visitá-la?

MJ: Bom, um amigo dela é amigo meu. Eu conheço esse cara por vinte e cinco anos, e ele é um doido. [Michael se refere ao produtor/promoter David Guest, melhor conhecido fora de Hollywood por casar e depois se divorciar de Liza Minelli]. Mas ele se tornou uma pessoa poderosa de verdade, pois produz muitos shows e faz todos esses eventos para celebridades, e ele é um cara legal. Então eu fui lá com ele. Fomos muito também ao Memorabilia Convention porque eu adoro filmes memoriais. Eu estava disfarçado lá todos os dias, mas eu acho que eles sabiam que era eu. Mas foi divertido. Me diverti bastante com Shirley Temple.

SB: Quanto tempo passou com ela?

MJ: Muitas horas. Eu fui para a casa dela. Saí de lá me sentindo batizado, mesmo. Eu não sabia que iria acabar chorando quando a visse e eu chorei. Eu disse, " Você sabe como salvou minha vida!" Ela disse, "Como assim?" Eu disse, " Muitas vezes eu estive no fim prestes a jogar a toalha e então eu apenas pegava sua foto e sentia que havia esperança e que podia sobreviver a isso!" E ela respondeu. "Mesmo?" Eu disse, "Sim!"
Tinha um cara que viajava comigo. O trabalho dele era, antes de eu chegar ao hotel ele deveria colocar fotos de Shirley Temple no quarto. Eu fiz isso por muitos, muitos anos. Todas as fotos dela e recortes, era o que ele fazia. Então quando eu chegava eu a via. Eu a tinha no espelho do camarim. Ela era tão feliz. Ela disse, " Eu te amo, quero que sejamos mais próximos. Quero que você ligue para mim, entendeu?" Ela olhou para mim e disse, "Sinto muito eu cresci!" Eu disse, "Você não deve se desculpar, pois eu sei como é, passei por isso!"
Houve uma vez, eu estava num aeroporto - e eu nunca me esquecerei disso enquanto eu viver - e tinha uma senhora que disse, " Oh, os Jackson 5. Oh meu Deus! Onde está o pequeno Michael? Onde está o pequeno Michael?" eu disse, "Estou aqui!" Ela disse, " Urhhhg! O que aconteceu?" Eles querem que você fique jovem e pequeno para sempre. Você passa por estágio estranho e eles querem te manter pequeno. Ela [Shirley Temple] passou por pior, pois ela não só passou por esse estágio, era o fim da carreira dela. Mas eu me formei em outras coisas. Muitas das estrelas mirins não conseguem porque se tornam autodestrutivas. Elas se destroem por causa dessa pressão.

SB: O que é que tem a pressão?

MJ: A pressão que eles foram tão amados e quando alcançam certa idade os estúdios não os querem mais. O público não os reconhece mais. Há um 'deu de si'. Muitos deles não passam dos 18 ou 19, ou em seus 20 anos... Essa é a verdade - como em Our Gang Kids. Bobby Driscoll que fez So Dear to my Heart, Song of the South, morreu aos 18. Todas essas pessoas se você traçar a vida delas é a mesma coisa, é duro.

SB: Você conversou sobre isso com ela?

MJ: Sim, conversamos.

SB: Como foi para ela a transição de ser uma grande estrela mirim para uma pessoa adulta sem mais bonitinha?

MJ: Ela disse que foi muito forte e que isso foi muito duro e que chorou muito. E você chora muito. Eu chorei bastante. Ela foi muito forte com isso, e é duro. Ela está escrevendo outro livro. Ela escreveu um. Está escrevendo outro. O primeiro se chama Child Star. Eu não li. Não estou pronto para ler.

SB: Você sente que ela é uma das poucas pessoas que te entendem , pois você não teve infância como ela?

MJ: Eu disse para ela, "Você curtiu?" Ela disse que adorou e eu disse " Eu adorei também." Eu adorava estar no palco e adorava performar, mas há aqueles como Judy Garland que eram empurrados para lá, que não queriam fazer isso, e ficava difícil. Elizabeth passou por isso. Ela passou um inferno e ela foi uma estrela mirim, e por isso que nos entendemos tanto. Nós entendemos mesmo.

SB: Todas as estrelas mirins são como você? Todas elas amam crianças?

MJ: Todas amam crianças, todas. Elas têm essas coisas para brincar em volta delas e agem como crianças porque nunca tiveram a chance de serem crianças. Elas têm essas coisas divertidas em casa e ninguém entende. Nunca houve um livro escrito sobre isso porque há pouco de nós que sobrevivemos e podemos falar sobre isso. Não é fácil... Não é fácil.

SB: Você se sente seguro perto dela? Você disse que se sentiu batizado. Você se sentiu redimido estando na presença dela?

MJ: Mmmm, sim. [Ele começa a chorar] Eu não sei se você entende.

SB: Para ser honesto, não completamente, mas eu quero compreender.

MJ: Não compreende mesmo, compreende?

SB: Eu tenho tentado. Apenas explique para mim de onde vem a dor? Você consegue explicar, ou quando você está perto de Shirley você não tem que explicar. Ela apenas entende?

MJ: É como telepatia. Você consegue sentir a fala do outro e olhar nos olhos e eu a sinto, e ela me sente assim. Você pega e detecta tão rápido. É como se comunicar silenciosamente. É assim e eu sabia que me sentiria assim quando a visse, eu sabia. É o mesmo com Elizabeth [Taylor].

SB: Qual é a origem da sua dor, Michael? Quando você chora assim, o que machuca?

MJ: O que machuca é que tudo acontece tão rápido e o tempo passa tão rápido. Você sente que perdeu tanta coisa. Eu não faria de novo nada disso. Mas a dor vem do fato de que você não teve mesmo a chance de fazer coisas simples e importantes e isso dói. Coisas pequenas e simples, como, eu não sei... Eu nunca tive aniversários, natais ou dormi na casa de amigos ou nada dessas coisas simples e divertidas. Ou fazer compras, pegar coisas na prateleira, sabe essas coisas simples como sair na sociedade e ser normal.

SB: Então o mundo inteiro sonha em estar diante de cem mil pessoas num concerto e você está sonhando com as pequenas coisas que todo mundo faz?

MJ: Por isso que quando faço amizade geralmente não é com celebridades, geralmente é com famílias simples e normais em algum lugar. Eu quero saber como é a vida deles. Foi por isso que eu fui àquela cabana na China ou para algumas daquelas casas flutuantes na América do Sul. Eu quero saber como é. Eu já dormi em lugares loucos onde as pessoas dizem " Você está doido?" e eu digo, " Não, eu quero saber como é."

SB: O que você sente que perdeu? Você sente que perdeu algo essencial na vida? É quase como em sua infância que você pode ser amado sem ter que se provar. É isso o que você sente falta? Que você sempre tenha que trabalhar, se testa, você não poderia apenas viver? Você tinha que ser avaliado, julgado, encarado. Você é um item de curiosidade?

MJ: Sim, e você fica cansado e me desgasta. Não dá para ir a algum lugar onde não manipulem o que você faz o que você diz, isso me incomoda muito, e você não tem nada a ver com o que eles escrevem, nada. Ser chamado de "Whacko" (doido), isso não é legal. As pessoas pensam coisas erradas sobre você porque eles inventam. Eu não sou nada disso. Eu sou o oposto.

SB: Alguém disse que a essência da solidão é sentir que não é compreendido. Você se sente sozinho onde está por essa razão?

MJ: Sim claro.

SB: Você está por sua conta, e se sente tocado quando está com alguém como Shirley Temple, pois sente o mesmo tipo de solidão?

MJ: Sim, ela entende. E você pode falar com ela. É difícil fazer outras pessoas entenderem porque não passaram por isso. Você tem que sentir, você tem que tocar, saber como é de verdade.

SB: Shirley Temple Black manteve as qualidades de criança do jeito que você manteve? Ela é brincalhona, ou você puxou isso para fora dela?

MJ: Apenas estava lá, ela veio até a porta de avental. Ela estava cozinhando e depois almoçamos. Ela ficava tocando a minha mão sobre a mesa, carinhando-a, como se soubesse o que fazer, entende? Depois ficamos à mesa e conversamos, apenas isso. Eu estava vendo aquelas fotos maravilhosas. Ela tinha cada filme que tinha feito em sua figura pitoresca naquele livro e eram todos originais de Georige Hurrel, um grande fotógrafo, e você vê essas coisas e é incrível. Ela tinha todos os vestidos que tinha usado nos filmes. Ela tinha tudo. Eu prometi para ela que faria um museu para estrelas mirins e ela me daria o que tinha para o museu e eu iria conseguir outras coisas, todas as fotos, tudo, para honrar estrelas mirins. As pessoas não sabem o que aconteceram com elas. Eu não acho que as pessoas saibam que Bobby Driscoll desapareceu por mais ou menos um ano e ninguém o reconheceu. A própria família dele não sabia que ele estava num túmulo pobre por overdose de heroína. Ele era um gigante da Disney, a voz de Peter Pan. Ele fez So Dear To My Heart. Ele ganhou um Academy Award por The Window e Song of the South. Eu vejo esses jovens e consigo me identificar com eles assim.

SB: Você vai vê-la novamente?

MJ: Oh sim. Vou convidá-la para Neverland. Ele me pediu para dar um alô para Elizabeth. Ela perguntou muito por ela.

SB: Elas se conhecem?

MJ: Elas têm se visto e passado algum tempo juntas. Mas eu disse para Elizabeth hoje e ela disse, "Ohhh. Você precisa dizer oi por mim." Eu contei para Elizabeth que passei o final de semana com ela, e ela disse, " Passou?" eu disse, "Sim." E ela ficou chocada que eu tenha ido lá. Foi ótimo.

SB: O que havia em Shirley Temple, especificamente que te tocou profundamente, e você acha que qualquer garotinha possa ter uma Shirley Temple por dentro?

MJ: A inocência dela, como ela me faz sentir bem quando eu estou tão triste. Era tanto pela dança e canto dela. Era o ser dela. Ela tinha o dom de fazer as pessoas se sentirem bem por dentro. Todas as crianças têm isso, cara, ela é tão angelical comigo e toda vez que a vejo, pode ser em filme ou em uma foto, eu me sinto tão bem. Eu tenho fotos dela em todo o quarto lá. Me faz tão feliz.

SB: Você viu Shirley Temple em Shirley Temple Black quando a viu aqui? Ela ainda era uma garotinha? Ela era como você? Ela manteve a inocência de criança, ou você puxou isso nela?

MJ: Ainda está lá. Ela é tão doce.



SHIRLEY TEMPLE

Shirley Jane Temple nasceu em 23 de abril de 1928, em Santa Monica, Califórnia, nos Estados Unidos. Era filha de George Francis Temple e de Gertrude Amelia Krieger, que era apaixonada por dança e incentivou a filha desde o princípio.
A pequena Shirley começou a ter aulas num estúdio de dança aos 3 anos, em Los Angeles. Foi descoberta por dois produtores da Educational Films Corporation, que fazia uma série de curtas-metragens chamada "Baby burlesks" – eram paródias de filmes com adultos, mas estreladas exclusivamente por crianças.
De acordo com a BBC, Shirley posteriormente descreveu esses trabalhos iniciais como "uma exploração cínica de nossa inocência infantil que ocasionalmente era racista ou sexista".
Em 1933, a atriz assinou seu primeiro contrato com a Fox. A estreia foi "Alegria de viver" (1934), e a pequena estrela se destacou não só pela atuação, mas também por seus números de dança.
O site oficial de Shirley informa ainda que a atriz se casou, aos 17 anos, com um soldado chamado Jack Agar. Ficaram juntos por quatro anos, até 1949, e tiveram uma filha, chamada Linda Susan. Em 1950, ela se casou com Charles Black, antigo oficial da marinha. Tiveram dois filhos, Charlie Jr. e Lori.
A atriz era conhecida como America's Sweetheart  ("A Queridinha da América").
Temple foi ganhadora do primeiro "baby Oscar" – uma estatueta com metade do tamanho de um Oscar normal –, entregue em 1935. A distinção era um prêmio especial dado a atores-mirins por seus papéis.
O site oficial de Shirley Temple lista que ela estrelou 14 curtas-metragens e 43 longas-metragens, a maioria deles antes de completar 12 anos de idade. Sua carreira foi de 1931 a 1961, mas seu último grande filme foi "A kiss for Corliss" (1949).
Apesar de ter feito filmes como adolescente e jovem adulta, Shirley Temple perdeu o brilho dos primeiros anos.
Depois de deixar o cinema, ela se candidatou ao Congresso dos Estados Unidos pelo Partido Republicano, em 1967, mas não se elegeu. Mais tarde, foi delegada dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU), em 1969 e 1970, e embaixadora. Serviu em Gana (1974-1976) e na antiga Tchecoslováquia (1989).
Em 1972, Shirley Temple recebeu o diagnóstico de câncer de mama. Foi uma das primeiras celebridades a falar abertamente sobre a doença.

Fonte:
upi.com
g1.globo.com

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Re: Michael e Shirley Temple

Mensagem por JuJu Jackson Love Forever em Ter 18 Fev 2014, 21:02

Legal, como sempre Michael é tão doce, meigo e carinhoso...
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Re: Michael e Shirley Temple

Mensagem por Rê Jackson em Sab 15 Mar 2014, 02:36

O Michael sempre teve uma grande empatia com artistas que foram ou são grandes talentos. Tb tem essa questão de muitos deles terem sido artistas mirins, mas acho que vai além disso, ele percebe toda a genialidade deles, acho que justamente por ser o gênio que sempre foi. Não dizem que um gênio sempre reconhece outro? É por aí.
Só não me resta dúvida de que de todos esses gênios, o Michael é e sempre será o maior deles.
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Re: Michael e Shirley Temple

Mensagem por MJElaine em Sab 15 Mar 2014, 15:25

E é interessante que o Michael sempre teve grandes amigos bem mais velhos, como Gregory Pack, Elizabeth Taylor, Anthony Quinn, Sophia Loren, Marlon Brando, Akio Morita, etc. Ele respeitava muito os mais velhos.

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Re: Michael e Shirley Temple

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